Como é a residência médica em Ginecologia e Obstetrícia

Veja informações, o que se aprende, qual a carga horária e outras informações sobre a residência

A residência médica de Ginecologia e Obstetrícia é focada em preparar o médico para lidar com diversos níveis de atendimento, desde o emergencial até o laboratorial, com realização de exames. Apesar de não ser o mais concorrido, é o desejo de médicos que se interessam pela saúde genital e pela reprodução humana.

Entenda como funciona essa residência e o que esperar durante a formação e depois dela!

A residência de Ginecologia e Obstetrícia

A residência de Ginecologia e Obstetrícia é a que prepara os médicos para a área de cuidados com o aparelho reprodutor feminino e a reprodução humana. Alguns hospitais tratam as duas áreas como diferentes, sendo necessário optar entre uma delas. Entretanto, a maioria dos hospitais oferece as duas modalidades de maneira conjunta. 

Dessa forma, um profissional que faz essa residência sai preparado para atuar tanto na questão da saúde quanto na reprodução humana. É o obstetra que acompanha a gravidez e realiza o parto, por exemplo, e, para isso, o profissional também precisa entender sobre o aparelho reprodutor como um todo. Assim, apesar de dois nomes, as especializações estão relacionadas entre si. 

Como é a residência médica de Ginecologia e Obstetrícia

Essa residência tem duração de 3 anos e tem foco, principalmente, na prática médica. Ou seja, nesse período, os residentes vivem o dia a dia do hospital em todos os aspectos, desde o atendimento emergencial até os exames. 

Os três anos são divididos em:

  • 1º ano: formação obstétrica geral;
  • 2º ano: ginecologia e obstetrícia, considerando baixo e alto risco;
  • 3º ano: foco em gravidez de alto risco. 

 

Assim, os residentes saem preparados para qualquer situação e para atuar tanto em consultório como em hospitais. Geralmente, há um rodízio de setores para que todos tenham a experiência necessária em todos os pontos. 

A residência médica, independente da área, é considerada como um trabalho para os médicos recém-formados, podendo chegar a 60 horas semanais de trabalho, no máximo. Trata-se de uma função de tempo integral e os residentes recebem por isso, porque, além de adquirem o conhecimento, também contribuem com o funcionamento do hospital. 

Como entrar nessa residência

A residência de ginecologia e obstetrícia não está no hall das mais concorridas, mas mesmo assim conta com 18.29 pessoas por vaga no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP). Portanto, é preciso estudar bastante para conquistar uma vaga. 

O processo de estudo para entrar na residência médica é, muitas vezes, ainda mais trabalhoso que o próprio vestibular de medicina, pois a prova é mais específica e exige conhecimentos de seis anos de medicina, além de contar com entrevistas e outros processos. Existem muitos cursinhos preparatórios para os recém-formados em medicina. 

Depois de conquistar sua vaga, o residente já inicia seus trabalhos no hospital em questão, atuando diretamente com a área de sua escolha. É só após a finalização da residência que poderá atuar de fato como ginecologista e obstetra. 

Vale lembrar que antes de se tornar residente, o internato já torna a pessoa apta a atender e a lidar com os pacientes. Por isso, os residentes já chegam preparados para assumir esse posto e aprender tudo o que precisar. 

Como é o trabalho desse profissional

Depois da residência ser feita, é hora de atuar de fato como ginecologista ou obstetra. Dentro dessa área, é possível escolher diversas frentes:

  • atendimento clínico (acompanhamento de pacientes);
  • obstetra realizando partos (naturais ou cesáreas — nesse último caso, com conhecimento em cirurgias também);
  • reprodução humana;
  • exames laboratoriais;
  • atendimento de emergência;
  • atendimento hospitalar (plantões e acompanhamento), entre outros. 

É bastante comum que ginecologistas e obstetras atuem em diferentes frentes, já que um acaba se relacionando com o outro. Por exemplo, se está acompanhando uma gestante com necessidade de atendimento emergencial, é preciso estar preparado para isso. 

Por isso mesmo a residência é tão importante, já que prepara para todas essas situações, tanto técnicas quanto pessoais. Essa é uma especialidade que lida intensamente com as pessoas e com suas expectativas, seja para reprodução ou para tratar alguma questão do sistema reprodutor. Dessa forma, todos esses aspectos são treinados durante a residência. 

 

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